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Artigo · Ácido Hialurônico · 10 min de leitura

Contorno e perfil do rosto: malar, mandíbula e queixo

BellaAssistente de IA e jornalista do blog28 de julho de 2022 · atualizado em 13 de outubro de 2026
Ilustração gerada por IA: formas curvas em tons de creme e ouro champanhe sobre fundo claro, com sombras em azul tinta

Contorno e perfil são duas formas de olhar para o mesmo rosto: de frente, pesam a região malar (a "maçã do rosto") e a linha da mandíbula; de lado, pesa a posição do queixo em relação ao nariz e aos lábios. Na literatura médica, o preenchimento com ácido hialurônico aparece descrito nessas três regiões, mas os estudos são em sua maioria pequenos e de curto prazo, e alguns avaliam produtos de fabricantes. Eles não permitem prometer resultado a ninguém, e a decisão cabe ao médico, depois de uma consulta individual.

Resposta rápida: proporções faciais são relações de medida entre partes do rosto, como a altura dos três terços ou a posição do queixo no perfil. Estudos com fotografias mostram que os padrões clássicos variam entre populações e raramente se repetem de forma exata. O preenchimento em malar, mandíbula e queixo é descrito em ensaios e séries de casos, com eventos adversos em geral leves, e há riscos raros e graves, como a oclusão de vasos. Na consulta médica, a Dra. Mirele analisa cada rosto, em vez de aplicar uma medida padrão.

Os artigos sobre o terço médio e o terço inferior da face tratam da anatomia e do envelhecimento; este foca no desenho do rosto de frente e de perfil. O procedimento em si está na página sobre preenchimento com ácido hialurônico, e a visão do conjunto, na de harmonização facial.

O que são proporções faciais e de onde vêm

As proporções faciais são relações entre medidas do rosto. A mais conhecida divide a face em três terços de alturas parecidas: da linha do cabelo às sobrancelhas, das sobrancelhas à base do nariz e dali ao queixo. Há ainda relações horizontais, como a largura do nariz em comparação com a distância entre os olhos. Esses parâmetros, chamados de cânones neoclássicos, vêm de tratados de arte e anatomia.

Medidos em pessoas reais, porém, os cânones raramente se confirmam. Estudo publicado em 2025 no Journal of Craniofacial Surgery, por Zhongwen Yu e colegas, mediu fotografias de 455 jovens tibetanos, de 18 a 25 anos. Nenhum seguia por inteiro a regra dos três terços, e a regra do terço inferior apareceu em 1,5% dos homens e em 1,3% das mulheres. Os autores concluíram que os padrões clássicos têm aplicação limitada nessa população. Um estudo sul-africano de 2023, de Stephen Wilson e colegas, com 156 estudantes negras, encontrou o terço superior menor que os demais e o nariz mais largo que o cânone de um quinto da face.

A literatura trata as proporções como linguagem de descrição, não como meta: ninguém precisa se encaixar numa fórmula.

Contorno e perfil: o que cada um mostra

De frente, o contorno é percebido pela largura na altura das maçãs, pela transição entre bochecha e mandíbula e pela linha até o queixo. De lado, o perfil é lido pela relação entre testa, nariz, lábios e queixo. Um rosto pode parecer equilibrado de frente e menos de perfil, ou o contrário, e por isso a análise médica inclui as duas vistas.

Artigo de 2026, de James Olding e colegas, lembra que o queixo depende de fatores que não aparecem numa foto isolada: o padrão de crescimento da mandíbula, a oclusão dentária e o músculo mentual. A proposta de análise dos autores é ilustrada com apenas três pacientes, o que a coloca no campo da hipótese.

Região malar: o que a literatura descreve sobre o preenchimento

A região malar corresponde ao osso zigomático e à gordura que o recobre, na altura das maçãs. O preenchimento ali é descrito, na literatura, para situações de perda de volume do terço médio. Revisão com meta-análise em rede, publicada em 2024 por Amr Elrosasy e colegas, reuniu seis ensaios randomizados com 579 pacientes que receberam ácido hialurônico nas bochechas. Os autores não encontraram diferença estatística entre os produtos na escala global de melhora estética, medida em 1, 3 e 6 meses. Houve diferenças de segurança entre produtos, e os autores pedem estudos melhores sobre durabilidade e segurança de longo prazo.

A escala mede a impressão de quem observa, e não uma medida objetiva do contorno, e seis meses é pouco para um procedimento repetido por anos.

Mandíbula: o que se sabe sobre a linha do maxilar

Na mandíbula, a literatura descreve o preenchimento no ângulo e no ramo, a parte posterior do osso, para a flacidez na lateral da mandíbula (jowls, em inglês). Um ensaio randomizado pequeno, de Amy Taub e Valerie Callender (2024), acompanhou 15 mulheres com grau 2 a 3, numa escala de 0 a 4, dessa flacidez. Quem recebeu o preenchimento no ângulo e no ramo teve diferença estatisticamente significativa na escala, segundo observadores cegos e as participantes. No grupo que recebeu também na bochecha lateral, a diferença não alcançou significância para o observador cego, embora tenha alcançado para as participantes. Um evento adverso inédito foi sensibilidade ao mastigar, por dois a três dias.

Com 15 participantes, quatro semanas de seguimento e só mulheres, o estudo não informa durabilidade nem vale para homens, pessoas mais jovens ou outros formatos de rosto.

Queixo e perfil: preenchimento comparado à cirurgia

No queixo, há revisões que comparam as duas vias. Revisão sistemática de 2026, de Yara Alwathnani e colegas, incluiu 56 estudos, com 4.844 pacientes, e comparou técnicas cirúrgicas (osteotomia e implantes) com o preenchimento injetável. Para os preenchimentos, sobretudo de ácido hialurônico, os autores relatam ganho de contorno e alta satisfação a curto prazo, com eventos adversos em sua maioria passageiros (inchaço, hematoma, dor) e raras complicações vasculares graves. Para as cirúrgicas, relatam melhoras duráveis, mas complicações como infecção, problemas com o implante, reabsorção óssea e déficits de sensibilidade persistentes. Nenhuma técnica foi claramente superior. Os autores ressaltam a qualidade limitada da evidência: estudos retrospectivos, amostras pequenas e registro irregular de complicações.

Um ensaio de fase 3 de 2025, de Yun Xie e colegas, mostra como se mede o perfil. Foram 97 adultos chineses com preenchimento e 51 sem tratamento, com média de 31 anos e retrusão (recuo) moderada a grave do queixo. O ângulo entre glabela, subnasal e pogônio (ponto do queixo) mudou 2,97° no grupo com preenchimento e 0,09° no outro, na 24ª semana, e a diferença se manteve até a 52ª. O produto estudado é de uma fabricante, e o resumo não detalha financiamento nem vínculos dos autores, o que pede cautela. São poucos graus, que não equivalem à impressão visual de cada pessoa nem valem como promessa.

Há também relatos que alertam para os limites. Um relato de caso de 2024, de Takayuki Nakagawa e colegas, descreve uma mulher de 30 anos com mandíbula recuada (classe II esquelética) que recebeu injeções repetidas no queixo desde 2015. Exames de imagem mostraram reabsorção óssea ao redor do material, e o recuo não melhorou. Os autores chamam o desfecho de raro. É um caso único e não permite estimar a frequência do problema.

Riscos descritos na literatura

Os riscos vão do comum e passageiro (inchaço, hematoma, dor, desconforto ao mastigar) ao raro e grave.

Um dos riscos mais graves é a oclusão vascular, em que o produto bloqueia ou comprime um vaso. Meta-análise de 2025, de Adham Chakhachiro e Maaz Waseem, reuniu 14 estudos sobre oclusões após preenchimentos de vários materiais. Glabela (entre as sobrancelhas), nariz e sulco nasolabial foram as regiões associadas à maior parte dos casos. A amostra é pequena e não estima a frequência do problema.

Revisão de 2022, de Danny Soares e colegas, analisou 243 casos publicados de isquemia da pele da face: com a pele do território da artéria oftálmica atingida, a perda de visão aparecia em 39% dos casos, contra 0,8% nos demais. Os casos foram reunidos da literatura publicada com fotografias e não descrevem a frequência em quem faz o procedimento. Revisão de 2025, de Javier Madero-Pérez e colegas, trata de casos só com pele afetada e aponta dor e mudança de cor da pele como os sinais mais frequentes e o atendimento nas primeiras 4 a 6 horas como fator de melhor prognóstico.

Por isso vale conhecer os sinais. Dor intensa, pele pálida ou arroxeada, alteração da visão ou dor de cabeça forte depois de uma aplicação pedem contato imediato com o médico responsável. O artigo sobre complicações do preenchimento com ácido hialurônico aprofunda o assunto.

Quando o preenchimento no contorno pode não ser indicado

Podem existir condições de saúde, medicamentos em uso e situações pessoais em que o procedimento não é indicado ou pede cuidados especiais. Por isso, na consulta médica tudo é analisado com atenção e em detalhes antes de qualquer decisão.

Em algumas queixas de perfil, a causa está no osso ou na mordida, e não no volume dos tecidos moles, e a conversa pode incluir outros profissionais e opções, inclusive cirúrgicas.

O que a consulta médica analisa

Na consulta médica, a Dra. Mirele conversa sobre o que incomoda a pessoa e o que ela espera, examina o rosto em repouso e em movimento, de frente e de lado, e considera histórico de saúde, alergias, medicamentos em uso e procedimentos anteriores. Também esclarece os riscos descritos na literatura e se existe alternativa mais adequada, que pode ser nenhuma intervenção. Como no artigo sobre harmonização facial com identidade, o ponto de partida é o rosto da própria pessoa, e não um modelo externo.

Perguntas frequentes

Existe uma proporção ideal para o rosto?

Não. Estudos com fotografias em populações diferentes mostram que os cânones clássicos raramente se confirmam. As proporções descrevem o rosto, não funcionam como meta.

Como os estudos medem a mudança no perfil do queixo?

Em um ensaio de fase 3, o ângulo do perfil mudou cerca de 3° na 24ª semana, contra quase nada no grupo sem tratamento. O produto estudado é de uma fabricante, e o dado não vale como promessa.

Qual é a duração do efeito do preenchimento?

Os estudos citados acompanharam os participantes por semanas a um ano, e os autores das revisões pedem estudos de longo prazo. Nenhum dado aqui vale como promessa de duração.

Que sinais exigem procurar o médico depois de uma aplicação?

Dor intensa, pele pálida ou arroxeada, mudança na visão ou dor de cabeça forte. A literatura sobre oclusão vascular mostra que o tempo até a intervenção pesa no prognóstico.

Referências

  • Yu Z, Zhong H, Pema D, Ren H. Limited Applicability of Neoclassical Facial Canons in Tibetan Youth. J Craniofac Surg, 2025;36(6):e646-e650. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40079589
  • Wilson SP, Medapati V, Segwapa K. Facial Anthropometric Norms of the Young Black South African Woman. Plast Reconstr Surg Glob Open, 2023;11(4):e4942. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37124387
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Importante: este artigo tem caráter informativo e educativo. Ele ajuda a entender o tema, mas não permite diagnosticar, tratar nem decidir sozinho sobre a sua saúde. Cada pessoa tem uma história diferente: para analisar o seu caso, converse com um médico.

Informações conferidas com as fontes citadas. Última revisão: outubro/2026.

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Dúvidas gerais são bem-vindas. Evite dados de saúde e fotos de exames: cada caso é visto em consulta médica.

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